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17/03/2011

Coisa de criança

Aqui vai uma curiosidade inventada por uma criança

Inventado por um garoto de 11 anos, o picolé segue imbatível no topo da lista de doces preferidos da garotada. E de muitos adultos também




Guloseima com sabor de infância, amado por crianças do mundo inteiro, o picolé foi inventado justamente por... uma criança. O americano Frank Epperson (1894-1983) tinha 11 anos quando esqueceu um copo de suco comuma colher no quintal de casa, numa noite excepcionalmente fria em São Francisco, em 1905. “Quando ele acordou, na manhã seguinte, descobriu que o suco tinha congelado junto coma colher, que havia ficado presa, criando gelo comsabor de frutas. Ou seja, o picolé”, conta a nutricionista Mariana Jacob, da Universidade Federal de São Paulo.

O suco espetado num talher agradou aos amigos do menino, mas Epperson não seguiu carreira como sorveteiro. Entrou para o ramo imobilário e só voltou a pensar no assunto em 1923, quando apresentou a receita numa festa. Foi uma sensação. Vendo o sucesso do invento, Epperson decidiu explorar seu potencial comercial. O geladinho foi batizado de “eppsicle”, um trocadilho com o sobrenome do seu criador e a palavra icicle (pingente de gelo). Posteriormente, o nome foi mudado por influência dos filhos de Epperson, que chamavam o picolé de “pop’s sicle” (gelinho do papai, numa tradução livre). Epperson patenteou o Popsicle em 1924. Um ano depois, no entanto, enfrentando dificuldades financeiras, acabou vendendo os direitos sobre o nome para uma companhia novaiorquina. Nesses 85 anos, a marca Popsicle mudou de dono outras vezes, mas continua a ser uma das mais populares no ramo, nos Estados Unidos e no Canadá.

Por aqui, o sorvete de massa – invenção chinesa com mais de 3 mil anos de história – era produzido de forma artesanal em cafés e confeitarias desde o século 19. Já o picolé só ganhou o mercado depois da instalação, em 1941, da primeira fábrica de sorvetes no país, a U.S. Harkson (que mais tarde mudaria seu nome para Kibon).

Naquela época, o refrigerador era um luxo para poucos, mas hoje todo mundo pode preparar picolés em casa – basta misturar suco de fruta, açúcar e leite ou água. Para acertar nas medidas, a chef Gabriela Martinoli, da Escola Wilma Kövesi de Cozinha, dá a dica: “Prepare um suco de fruta com bastante polpa, bem grosso, e mais doce do que você faria para tomar”. Algumas frutas, como banana e abacate, deixam o sorvete mais cremoso, assim como o creme de leite e o leite condensado, diz Gabriela. Você também pode acrescentar iogurte, como na receita que a chef criou para Casa e Comida. É só misturar os ingredientes, calcular cinco ou seis horas de congelamento e curtir a invenção do garoto Frank




Picolé de iogurte e framboesa

Receita de Gabriela Martinoli, da escola Wilma Kövesi

Rendimento 8 unidades (forminhas de 100 ml)
Tempo de preparo 5 a 6 h

Ingredientes

150 ml de leite;
3 potes (170 g cada um) de iogurte natural integral cremoso;
4 colheres (sopa) de açúcar (se o iogurte for muito ácido, aumente essa quantidade);
200 g de framboesas ou outras frutas vermelhas congeladas;
1 colher (chá) de liga neutra (opcional)*; raspas de 1 limão.



*A liga neutra é um produto que evita a formação de cristais de gelo no sorvete, deixando-o mais cremoso. Também faz com que ele derreta mais devagar. É vendida em casas de artigos para confeitaria e festas.



Modo de fazer

1 Em uma panelinha, leve ao fogo as framboesas com2colheres (sopa) de açúcar e deixe ferver por aproximadamente 5 minutos, em fogo baixo.
2 Retire do fogo, transfira para uma tigela e deixe esfriar completamente.
3 Bata no liquidificador o leite, o iogurte, a liga neutra e 2 colheres (sopa) de açúcar por aproximadamente 4 minutos. Acrescente as raspas de limão e misture.
4 Comuma colher pequena, coloque um pouco das framboesas no fundo de cada forminha e complete, quase até a borda, com o creme de iogurte. Coloque um pouco mais de framboesas e misture levemente com a colher, para obter um efeito mesclado.
5 Leve ao freezer até que a mistura endureça um pouco e espete um palito de sorvete em cada forminha. Deixe endurecer completamente.
6 Para desenformar os picolés, aqueça ligeiramente as forminhas segurando as comas mãos ou mergulhe-as num copo com água em temperatura ambiente.


Fonte: revistaejardim.globo.com

20/06/2010

Nome pode influenciar no futuro do bebê, diz estudo

Nome incomum ou unissex pode trazer problemas para a criança no futuro

Escolher um nome do bebê é uma tarefa difícil para muitos pais e, não é à toa. De acordo com o estudo da Northwestern University, nos Estados Unidos, um nome pode ter um impacto profundo sobre a criança e repercutir muito na idade adulta. Segundo um dos pesquisadores do estudo, David Fiflio, os nomes das pessoas podem influenciar a forma como elas pensam em si mesmas e a forma como as pessoas pensam sobre elas.

Dar a seu filho menino recém-nascido um nome que soe feminino pode significar problemas de comportamento na vida adulta. E os nomes originais e incomuns podem trazer dificuldades também, como mostrou o estudo realizado com 3 mil pais. Um em cada cinco pais lamenta o nome que escolheu para o seu filho. Na pesquisa, os relatos mostravam que muitos deles estavam angustiados sobre os nomes incomuns ou de grafia estranha que tinham escolhido. E mesmo aqueles que não lamentaram explicitamente a escolha do nome, admitiram haver nomes que preferiam ter escolhido. O estudo foi encomendado pelo site britânico Bounty.com, que apresenta a lista dos nomes mais populares da história.

Os resultados da pesquisa mostraram que as crianças que tem nomes que servem tanto para meninas como para meninos são mais propensas a portar-se mal. Além disso, ao acompanhar os alunos de universidade, os pesquisadores descobriram que meninas com nomes mais femininos optam mais por cursos avançados de ciências humanas, já mulheres com nome unissex são mais propícias a escolher cursos de exatas.

A pesquisa mostrou também que há uma forte ligação entre gostar do nome e autoestima. Segundo outra pesquisadora do estudo, Jean Twenge, aqueles com alta autoestima geralmente gostam das letras que estão em seus nomes, especialmente a primeira letra, quando são submetidos a testes psicológicos de análise. Os cientistas disseram ainda que o nome pode ser um reflexo do estilo de vida dos pais. O pai que deseja que o filho se destaque socialmente e dá a sua criança um nome incomum, provavelmente terá um estilo parental que enfatiza a singularidade da criança, por exemplo.

Em geral, os pais acabam por perceber esses aspectos mais tarde. Como mostra o site Bounty, um quinto dos pais participantes do estudo desejavam ter escolhido um nome mais fácil de soletrar e um em cada 10 pensou que o nome escolhido foi inteligente no momento, mas disse que a novidade tinha se desgastado depois.

Como escolher o melhor nome?

Na hora de escolher o nome do seu bebê, você pode seguir alguns passos para não errar. Confira algumas dicas:

Consulte o significado: Há quem diga que o nome é como um talismã, capaz de determinar a sorte de quem o carrega. Acreditando ou não, sempre vale investigar o significado do nome antes de escolher, nem que seja para efeito de desempate entre os candidatos;

Rótulos prévios:
O nome pode sugerir a origem, o contexto cultural, a época e até o lugar em que a criança nasceu. Davi e Sara são pistas de uma ascendência judaica, por exemplo. Costume antigo, outros nomes lembram o mês em que o bebê nasceu, caso de Júlio (julho) e Augusto (agosto). Reflita sobre as marcas que você quer (ou não) que seu filhote carregue;

Cuidado com homenagens: Os artistas, atletas, líderes políticos e personagens de livros, novelas e filmes são sempre uma fonte de inspiração. Mas é preciso ter bom senso. No futuro, sua filha roqueira pode detestar o nome "Sandy";

Nem sempre é bom inovar: A originalidade é bem-vinda, mas sem exageros. A linha que separa o bonito do esquisito é muito sutil quando se trata de nomes inventados. Pense que o nome precisa sobreviver a décadas. Ou seja, daqui a 50 anos, seu filho vai continuar a carregá-lo, para bem ou mal.

Nome ou apelido: É da nossa cultura diminuir os nomes ou dar apelidos às pessoas. Leve isso em consideração também: um nome muito grande, complicado ou estranho talvez seja pouco usado, porque será mais fácil chamar pelo apelido. Pior quando o nome dá origem a apelidos nada bonitos. Pense em todas as possibilidades!

Fonte: www.minhavida.uol.com.br